sexta-feira, 20 de maio de 2016


Entre 1823 e 1831 surge o romantismo no Brasil, porém esse movimento foi de fato fundado em 1836, com a publicação de "Suspiros Poéticos e Saudades", de Gonçalves Magalhães. Já em Portugal o marco inicial do Romantismo, deu-se através do poema de "Camões'' de Almeida Garret.
O romantismo passou por três grandes momentos, denominados primeira geração, segunda geração e terceira geração.
Algumas das características predominantes do movimento são: individualismo e subjetivismo; nacionalismo, historicismo e medievalismo; sentimentalismo; confessionalismo; culto à natureza, dentre outros.
O individualismo e o subjetivismo centra-se na exaltação do íntimo, diferente do nacionalismo, historicismo e medievalismo que exalta os heróis nacionais. No sentimentalismo os sentimentos tornam-se mais importantes que a racionalidade, já no confessionalismo os sentimentos pessoais do autor são expressos nas obras. O culto à natureza é um dos elementos mais importantes da estética romântica e leva os escritores a encontrar-se consigo mesmo.
Os principais escritores do romantismo no Brasil e algumas de suas principais obras foram: O importante poeta brasileiro do século XIX Gonçalves Dias, com a obra "Os Timbiras"; o escritor da segunda geração romântica Alvares de Azevedo, com a obra ''Lira dos vinte anos''; Castro Alvares, com a obra "O Navio Negreiro''; Joaquim Manoel de Macedo, com a obra ''A moreninha''; José de Alencar, considerado o principal escritor do romantismo brasileiro, com a obra "A viuvinha''; Manuel Antônio de Almeida, com a obra ''Memórias de um sargento de milícias''; o romancista Bernardo Guimarães, com a obra "A escrava Isaura''; o fundador do romantismo realista no nordeste Franklin Távora, com a obra ''Trindade'', e por fim, Machado de Assis, escritor que pertenceu a duas escolas literárias (romantismo e realismo), com a obra ''Helena''.
Em se tratando de todas essas obras supracitadas, vale salientar que o estilo romântico apresenta alguns princípios essenciais à sua elaboração, como por exemplo, a liberdade de composição por parte dos autores, o uso intenso de adjetivos, metáforas, hipérboles e outras figuras tanto na poesia quanto na prosa, e a abundância de exclamações e interjeições.
O romantismo também estava presente no teatro romântico nacional e impõe apelo para imaginação, para os sentimentos, resultando uma interpretação subjetiva.

Acadêmica de Letras: Erisany Raphaela 
IFAL/EAD



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O ciclo da água (Vídeo criativo)

Boa noite.
Pesquisando sobre o Ciclo da Água para trabalhar com meus alunos semana que vem, encontrei esse vídeo super criartivo e lúdico.
Que tal utiliza-lo em sala de aula?

https://youtu.be/et05vorLkxY

Arte Fisionômica (4° e 5° ano)

Boa tarde queridos e queridas.
Postei ontem para vocês a ideia  de "bonequinhos" para trabalhar Arte Fisionômica com as crianças.
Pois bem, hoje foi o dia de ministrar essa aula, e foi um sucesso.  Meus alunos adoraram a ideia  de personalizar seus bonequinhos e criarem diálogos para os mesmos.
Como minha turma é multiseriada, orientei quanto a questão da ortografia dos mesmos. E eis o resultado 😊
Gostei muito e conforme combinado estou postando pra vocês 😍

Comentem o que acharam tá?
Beijinhos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Arte Fisionômica - Ensino Fundamental 1

Olha que legal essa ideia.
Amanhã é dia de trabalhar com meus alunos  "Expressões fisionômicas e artísticas'', então produzi esses bonequinhos a partir de uma ideia da internet, tirei várias cópias e recortei-os.
Amanhã irei dividir minha turma em duplas, e vou pedir que escolham dois de cada desses bonequinhos.
Em seguida eles serão orientados a desenhar a fisionomia que quiserem: feliz, triste, chateado, bravo, etc; colorir; e produzir balões de fala para cada personagem.
Depois posto o resultado. Gostaram de ideia???
Beijinhos :*

OBS: Minha turma é uma turma multissérie de 4º e 5º ano do fundamental 1.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Reciclagem - Preservação do Meio Ambiente

Olá pessoas.
Estou disponibilizando para vocês um projeto de ensino que elaborei como trabalho de minha faculdade. Espero que gostem.
Sigam-me no instagram @blogdasany


Reciclagem - preservação do meio ambiente.
Educação Ambiental.







Projeto de Ensino apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção do título de Pedagogo.

Orientador: Prof.  Bernardet Strang.







RAPHAELA, Erisany Moura. Reciclagem - Preservação do Meio Ambiente: Educação Ambiental. 2015. Número total de folhas. Projeto de Ensino (Graduação em Pedagogia) – Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Universidade Norte do Paraná, Murici, 2015.
RESUMO
O referido projeto, cujo o tema é "Reciclagem - Preservação do Meio Ambiente" visa a resolução dos problemas ambientais intrínsecos ao meio ambiente no qual estamos inseridos, buscando propostas embasadas em autores consagrados, a fim de encontrar possíveis soluções para a resolução contundente dos referidos problemas. Como recursos principais utilizaremos apenas o professor e o âmbito escolar, pois é na escola que formam-se cidadãos.


Palavras-chave: Meio Ambiente. Reciclagem. Educação Ambiental. Consciência Crítica. Lixo.

1  INTRODUÇÃO

O seguinte projeto dispõe de maneira concisa, objetiva e abrangente, propostas acessíveis que irão instigar o envolvimento da comunidade escolar, no processo de reciclagem e cuidados com o meio ambiente. O mesmo será realizado em vários períodos, tendo duração média de 25 dias, ou contínua, de acordo com as necessidades observadas no decorrer do seu desenvolvimento, e não só pode, como deve, ser trabalhado também com a comunidade externa.
A máxima do referido projeto é: "A preocupação com o meio ambiente deve ser de todos nós". É de vital importância conscientizar as crianças que incentivar a preservação e combater a devastação é prática e dever de todos nós e não apenas dos adultos.
"Com a introdução da Educação Ambiental nas escolas de forma eficiente espera-se transformar alunos com comportamentos ecologicamente corretos, e conseqüentemente uma sociedade ecologicamente sustentável" (VIÉGAS, A. et al.2004).
O equilíbrio da natureza é essencial para a vida na terra. E para reverter a situação precária e a degeneração de nosso planeta, nada melhor que um projeto que trate desse tema e promova o engajamento na busca de soluções para preservar o meio ambiente. Tornar os alunos cientes da situação em que se encontra nosso planeta é de suma importância para fazer de forma indireta, surgir um olhar diferenciado por parte deles para com a realidade lamentável na qual estamos inseridos.
Objetiva-se incentivar a promoção de ações concretas e positivas, direcionadas à mudança de hábitos negativos, que por ventura estejam sendo executados pela comunidade escolar e/ou externa. Além de aguçar o espírito reflexivo, responsável e participativo dos discentes.
A fim de alcançar os objetivos propostos, será desenvolvido trabalhos em grupos e individuais, onde os alunos terão a oportunidade de elaborar jornais que tratem sobre o assunto "Reciclagem e Preservação do Meio ambiente" e distribuí-los para a comunidade escolar e externa.
 Os alunos serão orientados a: elaborar palestras e paródias com a finalidade de tornar a divulgação e conscientização acerca do tema tratado, mais ampla e atrativa; fazer oficinas de reciclagem com garrafas PET a fim de ensiná-los a reciclar o lixo e cuidar do planeta; realizar tarefas orais e escritas em sala de aula, utilizando-as como meio de transformação; entrevistar os profissionais que coletam o lixo da comunidade; montar cartazes e expor os mesmos dentro e fora da escola; e organizar e apresentar peças teatrais com o objetivo de alertar o público sobre a importância de preservar o meio ambiente. Deixá-los conscientes de que é o homem que polui quando joga lixo no chão, nas águas e desmata as florestas, e que para que essa realidade mude e nosso planeta permaneça vivo, só depende de nós.
Para fixar tais conceitos e alcançar os objetivos propostos, trabalharemos os seguintes conteúdos:
·         O Lixo que produzimos: com incentivo à reciclagem e aproveitamento de materiais orgânicos e inorgânicos;
·         Reflorestamento e consciência ambiental: conhecer o prejuízo causado a natureza com o desmatamento da floresta amazônica;
·         O lixo pode ser luxo - reciclagem: identificar a importância da reciclagem e identificá-la como transformação de lixo em luxo.
A avaliação será feita de forma processual conforme a participação dos alunos nas atividades. Também será observada a mudança de postura do aluno frente as questões do meio ambiente, além da aplicação de alguns instrumentos avaliativos como questionários, confecções de cartazes, pesquisas, dentre outros.

2  Revisão Bibliográfica

A Proposta do tema "Reciclagem - Preservação do Meio Ambiente" na educação infantil, traz a tona a importância da formação crítica e conservadora desde a infância. De acordo com BUJES (2001), a criança vive um momento fecundo, em que a interação com as pessoas e as coisas do mundo vai levando-a a atribuir significados àquilo que a cerca. 
Fomentar as crianças a conhecer os problemas ambientais e sensibilizar durante sua formação é muito mais vantajoso do que deixar as crianças sem conhecimento e quando adultas poderá desmatar e poluir para garantir sua sobrevivência sem saber as conseqüências de seus atos (VIÉGAS, et al.2004).
Parafraseando Reigota, podemos dizer que:
...a educação ambiental na escola ou fora dela continuará a ser uma concepção radical de educação, não porque prefere ser a tendência rebelde do pensamento educacional contemporâneo, mas sim porque nossa época e nossa herança histórica e ecológica exigem alternativas radicais, justas e pacíficas. (1998, p. 43).

No entanto cuidar do meio ambiente e tentar resgatá-lo do caos, não deve ser apenas um "querer", uma "vontade". Há, antes de tudo, todo um caminho a ser trilhado onde o guia é o professor.

No artigo 225 da constituição Federal existe a seguinte abordagem:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. BRASIL (1988).


Por isso a importância de sensibilizar os alunos a agirem de modo responsável e consciente frente aos problemas ambientais de nosso planeta terra. Muitos dos valores inerentes ao meio ambiente passam despercebidos no âmbito familiar, por este motivo a escola fica com a incumbência de desenvolver no aluno a preocupação de conservar um ambiente saudável para o presente e o futuro.
Para Herman (1992, pág. 14), quando se fala em Meio Ambiente, a tendência é "pensar nos inúmeros problemas que o mundo enfrenta com relação à questão ambiental: lixo, poluição, desmatamento, espécies em extinção e testes nucleares são dentre outros, exemplos de situações lembradas". Porém o meio ambiente como tudo na vida, também tem seu lado bom (ou o que resta dele), e a preocupação está tão focada nas questões negativas que esquecemos de cuidar do que ainda está preservado e precisa manter-se tal qual.
Ainda sobre a introdução do meio ambiente na escola, tomando como referência Vigotsky (apud Tamaio, 2000) pode-se dizer que um processo de reconstrução interna (dos indivíduos) ocorre a partir da interação com uma ação externa (natureza, reciclagem, efeito estufa, ecossistema, recursos hídricos, desmatamento), na qual os indivíduos se constituem como sujeitos pela internalização de significações que são construídas e reelaboradas no desenvolvimento de suas relações sociais. A educação ambiental, como tantas outras áreas de conhecimento, pode assumir assim, "uma parte ativa de um processo intelectual, constantemente a serviço da comunicação, do entendimento e da solução dos problemas". (Vigotsky, 1991).
Segundo os parâmetros curriculares nacionais (2001): A principal função do trabalho com o tema Meio Ambiente é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida. com o bem-estar de cada um e da sociedade local e global. Para isso é necessário que, mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e aprendizagem de procedimentos. E esse é um grande desafio para a educação. Gestos de solidariedade, hábitos de higiene pessoal e dos diversos ambientes, participação em pequenas negociações, são exemplos de aprendizagem que podem ocorrer na escola.
As instituições de ensino estão conscientizando-se a cada dia de que precisam trabalhar a problemática ambiental, no entanto, não se tem tanta certeza de que seja tão unânime a importância dada, pela escola, à educação ambiental. Fato que pode-se denominar como lamentável, pois bem sabe-se que nos anos iniciais torna-se mais fácil conscientizar as crianças sobre questões ambientais. Trabalhar com atitudes e formação de valores é o caminho mais adequado para se formar cidadãos responsáveis e comprometidos com a preservação do meio ambiente.
Para as crianças pequenas, especialmente na educação infantil, os pais e os professores agem como pontes entre o que a sociedade entende como verdadeiro e valioso e o que as crianças percebem em seu ambiente. Os professores aos ministrarem esse tema poderão auxiliar as crianças a organizar as ideias proporcionando a elas o acesso a palavras que fazem parte do vocabulário científico, ensinando-lhes conceitos, ampliando também o raciocínio para a compreensão de determinados fenômenos. (HARLAN E RIVKIN, 2000).
Em sala de aula é preciso contextualizar a realidade do aluno com a realidade do meio ambiente em que estamos inseridos, como dizia Freire (1987), assim levando-o a perceber que o problema ambiental está mais perto de todos, do que se imagina.
Os PCN's propõem ações pedagógicas significativas para trabalhar a temática, meio ambiente.
O desenvolvimento de uma proposta com o tema meio ambiente exige clareza sobre as prioridades a serem eleitas. Para tanto é necessário levar em conta o contexto social, econômico, cultural e ambiental no qual se insere a escola [...] Também os elementos da cultura local, sua história e seus costumes irão determinar diferenças no trabalho com o tema meio ambiente (BRASIL, 2001, p.74).

Num artigo publicado na revista Sustentabilidade, Walter Gonçalves de Souza diz que:
Iniciar a formação de uma mentalidade sustentável e fornecer os conhecimentos necessários para isso deve se iniciar desde a mais tenra infância e assim que as crianças consigam compreender os conceitos básicos existentes por trás deste tema importantíssimo. Isso permitirá que num futuro próximo essas crianças se transformem em multiplicadores e em um tempo mais distante, em adultos conscientes e competentes para buscar métodos e modelos de vida que garantam a sustentabilidade de suas casas, de suas cidades. Exercendo seu poder de pressão e de decisão sobre as empresas e a sociedade em que vivem. (SOUZA, 2008).

Em Abril de 1999, com a lei nº 9795/99, é que veio o reconhecimento da importância da educação ambiental, reconhecida e oficializada como área essencial e permanente em todo processo educacional. Essa lei surgiu embasada no artigo 225 inciso VI da Constituição Federal de 1988. Segundo essa lei a Educação Ambiental tem que ser trabalhada dentro e fora da escola, mas não deve ser uma disciplina, porque perde o seu caráter interdisciplinar.
Nos Parâmetros Curriculares (BRASIL, 2001), compreendemos que para trabalhar a educação ambiental nas escolas não é necessário que os professores saibam tudo, mas se disponibilizar em aprender o assunto, podendo, assim, transmitir para os alunos a noção do tema a ser trabalhado. Os (PCN’s) afirmam ainda, ser a interdisciplinaridade essencial ao desenvolvimento de temas ligados ao Meio Ambiente, sendo necessário desfragmentar os conteúdos e reunir as informações dentro de um mesmo contexto, nas várias disciplinas. Um dos modos de se trabalhar a interdisciplinaridade são os projetos de Educação Ambiental, que podem e devem ser desenvolvidos nas escolas a fim de fomentar a criatividade e o raciocínio dos alunos, através de atividades dinâmicas e participativas, unindo teoria à prática.
Para Guimarães (2005), é pela gravidade da situação ambiental em todo o mundo, que se tornou necessário a implantação da Educação Ambiental para as novas gerações em idade de formação de valores e atitudes, como também para a população em geral, pela emergência da situação em que nos encontramos.
É nesta perspectiva, que o autor afirma que:
A Educação Ambiental vem sendo considerada interdisciplinar, orientado para a resolução de problemas locais. É participativa, comunitária, criativa e valoriza a ação. É transformadora de valores e atitudes através da construção de novos hábitos e conhecimentos, conscientizadora para as relações integradas ser humano, sociedade, natureza objetivando o equilíbrio local e global, melhorando a qualidade de todos os níveis de vida. (GUIMARÃES, 2005, p.17).

Destarte, fica evidente a importância da elaboração de projetos de intervenção, pesquisas, leituras, voltados para essa temática.
Na conferência da ONU realizada no Rio de Janeiro (Rio - 92), foi criado um termo denominado "Analfabetismo Ambiental" que designa a situação da população mundial. No entanto, é possível evitar que esse "Analfabetismo" acometa as gerações futuras.
De acordo com Dias (1994, p. XVII):
Através da Educação Ambiental podemos perceber que existem formas mais inteligentes de se lidar com o ambiente, integrando-se com ele através do desenvolvimento sustentável e que [...] a atual crise ambiental mostra apenas sintomas de uma crise mais profunda: a falta de ética e do respeito aos valores. Podemos também, através da educação ambiental, apreciar mais cuidadosamente a fascinante diversidade do mundo vivo, que a natureza preparou durante milhões de anos e a fascinante experiências de sermos parte dela.

A defesa do meio ambiente depende da população como um todo. Os impactos ambientais evoluem assustadoramente e para reverter esses danos causados ao meio ambiente, faz-se necessário a adesão de práticas de reciclagem e tomada de consciência coletiva acerca da necessidade de cuidar da qualidade de vida das futuras gerações.
Para que isso ocorra de forma eficaz, é imprescindível que o professor antes de tudo, conheça seu aluno. Pois saber que valores e noções sobre o conceito de natureza e sociedade essa criança recebeu da família é ponto chave para que o educador consiga intervir, e desenvolver com esse aluno práticas voltadas para a conservação do meio ambiente e para a melhoria da qualidade de vida.
O ideal é que cada um assuma a responsabilidade com o lugar em que vive, em todas as dimensões. Alguém que não se preocupa em manter em boas condições de higiene e organizado o local onde vive, trabalha ou estuda, dificilmente, estará preocupado com as praias não serem limpas ou com a poluição do ar. Esse descaso poderá ter raízes pouco profundas e simplistas: a pessoa não adquiriu consciência dessa sua responsabilidade por não ter sido informada ou motivada (DOHME; DOHME, 2002, p. 18).

Assim, aos poucos, as crianças além de compreender a importância de cuidar da natureza e preservar o meio ambiente, também tomarão conhecimento de seu potencial de transformação frente aos problemas socioambientais. No entanto para se alcançar tal conhecimento, faz-se necessário haver um envolvimento prazeroso, lúdico e criativo entre educador e educando.
O convívio escolar será um fator determinante para a aprendizagem de valores e atitudes. Considerando a escola como um dos ambientes mais imediatos do aluno, relação a elas se darão a partir do próprio cotidiano da vida escolar do aluno. (PCN's, 2001).

A escola deve oferecer um local propício e estimulante, para a criança desenvolver uma compreensão maior do ambiente que a cerca; levá-las a ter conhecimento acerca dos benefícios da reciclagem do lixo, aproximando-os da natureza e consequentemente levando-os a agir de forma responsável evitando o desequilíbrio do meio ambiente.
Neste sentido, para Currie:
Devemos trabalhar sempre os seguintes conceitos: a consciência pessoal visando à responsabilidade particular para com o Meio ambiente; a observação detalhada; a organização; a análise; a comunicação; o uso da imaginação e da criatividade; o estabelecimento da segurança e da autonomia na aprendizagem, promovendo uma visão integrada do mundo em que vivemos.(CURRIE, 2000, p. 36).

A consciência ecológica é inseparável da consciência social, com base nessa afirmativa, concluí-se que é papel iminente da escola incitar a comunidade escolar a construir valores que lhes permitam construir o meio humano sem destruir o meio natural. Consequentemente com a implantação desses valores, o desmatamento será minimizado, o racionamento de água e energia será mais consciente, e a redução na produção do lixo será visível.
Naturalmente somos levados a compreender melhor determinados assuntos, quando vivenciamos a prática, ou seja, o aluno que tem contato com a realidade ambiental e estuda a mesma tanto na teoria quanto na prática, terá uma melhor reflexão acerca dos cuidados e preservação da natureza e do meio ambiente. No entanto, a escola deve garantir que o aluno ponha em prática os conteúdos aplicados na teoria.
Segundo Dalri (2010) a aplicação de atividades lúdicas na sala de aula é uma intervenção que permite o uso da temática ambiental, podendo ser executada transversal e interdisciplinarmente, em todas as disciplinas, sendo uma ação possível e parte integrante do fazer pedagógico cotidiano, independentemente da área, bem como do nível de ensino, seja ele fundamental, médio ou superior.
Sabemos que a escola exerce o papel preparatório de tornar o ser humano crítico, mediante as atitudes errôneas para com o meio ambiente, e capaz de pensar e agir de forma consciente. Porém, faz-se necessária também a participação da população externa e das autoridades políticas, pois o compromisso com uma sociedade mais justa é de todos nós.
GADOTTI (2009), ressalta ser importante que a sociedade saiba o que cada um irá fazer para salvar o planeta, para ele, todos nós temos a responsabilidade de lutar na transformação desse problema. O que se pode perceber é que num pequeno gesto, cada um pode contribuir de maneira significativa na preservação do meio ambiente, são cuidados simples mais que podem fazer uma grande diferença para todos.
Nesta perspectiva percebe-se que a educação ambiental não deve ser vista como responsabilidade apenas da escola, tudo deve começar dentro de casa e se estender à comunidade externa como um todo.
Comunidade sustentável não é aquela que preocupa-se apenas em evitar o desmatamento e cuidar da poluição das águas. Sustentabilidade é muito mais que seguir apenas esses preceitos preestabelecidos. Concorda-se com Lobato citado por Travassos (2004) quando diz que a Educação Ambiental nas escolas envolve mais que reciclagem, escassez de água e preservação da fauna e flora. Ela envolve mudança de comportamento, sensibilização, conscientização, ética e cidadania. O reaproveitamento do lixo, por exemplo, é muito importante, pois o lixo, em sua grande maioria, pode ser reciclado. Os cuidados com o lixo é um exercício de cidadania.
Reciclar significa transformar os restos descartados pelas residências, fábricas, lojas e escritórios em matéria-prima para a fabricação de outros produtos. Não importa se o papel está rasgado, a lata amassada ou a garrafa quebrada. Ao final, tudo vai ser dissolvido e preparado para compor novos objetos e embalagens. A matéria orgânica também pode ser reciclada, mas é através do processo de compostagem que ela virará adubo orgânico”. (RODRIGUES & CAVINATO, 1997, p.58)

Separar o lixo produzido em nossas residências é uma responsabilidade que deve ser executada por todos nós que queremos mudar a realidade do meio ambiente em que vivemos.
Através da educação ambiental é possível mostrar aos jovens que conservar o meio ambiente não é um luxo e sim uma necessidade de cunho urgente. Uma característica intrínseca a essa temática chamas-se: interdisciplinaridade, e é ela quem faz com que o aluno perceba que este tema de fato faz parte do seu dia a dia, e veja que os problemas ambientais estão diretamente ligados à qualidade de vida (ou à falta dela).
Corroborando com essa ideia Guimarães (2001) aponta que a postura adequada do indivíduo diante da questão ambiental dependerá de sua sensibilização e da interiorização de conceitos e valores que devem ser trabalhados de forma paulatina e ininterrupta.
Professor e aluno são sujeitos interligados na construção de conhecimento. Para Freire (1996), a educação deve ir além da transmissão de conteúdos, proporcionando ao educando o desenvolvimento de sua criticidade, contribuindo para o surgimento de novos conceitos e valores voltados para a reconstrução da sociedade e do mundo, sendo necessário para isso, uma transformação na práticas pedagógicas.
Ou seja, o ensino e aprendizagem sobre reciclagem e preservação do meio ambiente, não deve ser algo isolado e sim articulado e adaptado a realidade escolar em que se encontra.
Para Sauvé (1996) a Educação Ambiental (EA) é uma dimensão integrante ao desenvolvimento das pessoas e dos grupos sociais, que consiste em desenvolver suas relações com o ambiente. Mas além de umas simples transmissão de conhecimentos, ela visa privilegiar a construção de saberes coletivos dentro de uma perspectiva crítica. Ela propõe desenvolver o saber-fazer associado ao poder-fazer, fazendo um apelo ao desenvolvimento de uma ética ambiental capas de promover a adaptação de atitudes, de valores e de condutas, privilegiando a aprendizagem cooperativa dentro, por e para a ação ambiental. Desta forma, surge a necessidade de buscar maiores esclarecimentos quanto suas formas de atuação, desencadeando na educação ambiental como uma temática transversal.
Devido à transversalidade da temática Meio Ambiente, a EA, no ensino formal, não é responsabilidade específica de uma disciplina. Ela precisa estar presente nos diversos conteúdos que se encontram distribuídos no currículo, como forma de demonstrar compromisso de todas as ciências para com a  sustentabilidade ambiental. Para tanto, se faz necessário considerar suas relações com a ética, a justiça, a equidade, a responsabilidade, a tolerância, o diálogo, o respeito, a autoestima, a solidariedade, entre outras. Esses valores dão a transversalidade necessária à educação ambiental, ao relacioná-la à mudança de comportamento para a busca de um mundo mais qualitativo para se viver (PCN, 1997).
De acordo com Gadotti (2000), para entender o futuro é preciso revisitar o passado. À medida que entendemos e contextualizarmos a educação tradicional brasileira que, de certa forma, auxiliou a condicionar nosso comportamento, poderemos introduzir mudanças nos valores, ações e modo como temos propagado a história para os nossos descendentes. Dessa forma, percebe-se a necessidade de um aprofundamento dos estudos referentes à problemática ambiental, no que se refere a uma nova dimensão em educação, a educação ambiental (SANTOS, 2003).
Destarte, fica claro e evidente a importância de se fazer um estudo retrospecto com os alunos, sobre a situação atual do planeta em detrimento com a situação do mesmo no passado. Expondo essa realidade, fica mais fácil de incutir nos alunos valores morais e éticos, levando-os a fazer a diferença em um futuro próximo.
Tomando-se como referência o fato de a maior parte da população brasileira viver em cidades, observa-se uma crescente degradação das condições de vida, refletindo uma crise ambiental. Isto remete a uma necessária reflexão sobre os desafios de mudar as formas de pensar e agir em torno da questão ambiental numa perspectiva contemporânea (GODINHO, 2009). A grande concentração populacional nas cidades, o emprego de tecnologias, a exploração intensa dos recursos naturais, o lixo, tudo isso gera varias consequências para a humanidade (BRASIL, 2000). Entende-se, portanto, que a educação ambiental é a condição necessária para modificar um quadro de crescente degradação socioambiental, mas, ela ainda não é suficiente, o que se converte em mais um instrumento no auxílio da formação do ser humano para que assim possa compreender a atual realidade e formar conceitos valorizando a preservação ambiental (GODINHO, 2009).
O enorme crescimento científico e tecnológico dos últimos tempos trouxe consigo não só benefícios para a humanidade, como também uma devastação jamais vista para o meio ambiente, haja vista que o mesmo passou a enfrentar uma acelerada agressão em decorrência da exploração indiscriminada dos recursos naturais, bem como a emissão de poluentes que são lançados na atmosfera e rios (EFFTING, 2007). A introdução de atividades lúdicas distanciadas do que diz respeito a sociedade tecnológico, pode auxiliar de forma positiva na introdução dos conceitos de preservação do meio ambiente.
Como bem sugere Sato (2004, p. 29), o uso de jogos, atividades fora da sala de aula, produções de materiais pedagógicos, possibilita “trazer para a sala de aula situações reais que muitas vezes são impossíveis de serem vivenciadas”.
Outra proposta eficaz, é levar os alunos a terem contato com o meio ambiente, como por exemplo, uma aula-passeio em lugares que tenham haver com a realidade da EA. Pois é de suma importância incitar o aluno a tomar conhecimento sobre a realidade do meio em que vive, possibilitar de forma positiva sua interação com a comunidade externa da qual ele faz parte, e junto a ele problematizar os problemas possivelmente encontrados e tentar formular soluções para os mesmos. Como enfatiza Freinet (1974, p. 49), “a criança tem necessidade de andar e saltar (...) porque a criança tem necessidade de agir, criar e trabalhar, isto é, empregar a sua atividade numa tarefa individual ou socialmente útil”.
Tal proposta pode ser adaptada também para o ambiente familiar. Orientando os pais a levarem seus filhos para passeios ecológicos é uma boa pedida.
Pereira (2009), em trabalho relacionado às contribuições pedagógicas das aulas-passeio, constata que:
(...) a aula-passeio proposta pela Pedagogia Freinet apresenta na prática resultados relevantes aos objetivos da Educação Ambiental, contribuindo na formação pessoal e social do aluno, contemplando o conjunto de bens intelectuais e morais fundamentais para a formação do cidadão, capaz de ser membro produtivo da sociedade. (p. 150).

Enfim, é de conhecimento mundial que várias tentativas vêm sendo feitas para tentar solucionar os problemas ambientais, no entanto para que aja uma verdadeira eficácia na busca por essas resoluções é preciso organizar ações educativas direcionadas, e organizar o comportamento social dos alunos, para enfim, tentar solucionar os problemas pertinentes ao meio ambiente e estigmatizar de vez (ou ao menos 50%), o desmatamento, poluição e uso indevido do lixo.
Soluções estas que inicialmente devem iniciar no âmbito escolar e continuar na escola, pois é na escola onde passam os futuros cidadãos.
Como afirma Veiga (1992) a prática pedagógica é também considerada uma prática social orientada por objetivos, finalidades e conhecimentos e inserida no contexto da prática social. A prática pedagógica é uma dimensão da prática social. Portanto, para desenvolver a participação dos alunos nesta atividade é considerado por muitos professores um desafio, pois o exercício da aprendizagem constante, do saber falar, ouvir, propor, contrariar e complementar requer uma disponibilidade individual de superação, diante das deficiências e dificuldades.
Frente a essas afirmações e teorias, concluí-se que é preciso haver urgentemente uma revisão das grades curriculares e implementação imediata da educação ambiental nas escolas públicas e particulares. Salvar o nosso planeta só depende de nós.

estou feliz com Adjetivo

sábado, 6 de junho de 2015

Critérios Avaliativos em Grupo

Boa tarde professores.
Na foto encontra-se um modelo de critérios avaliativos para ser usado por vocês, na avaliação de trabalhos em grupos em sala de aula.
Att: Profª Erisany Raphaela

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Linguagem Verbal e Não Verbal

Olá crianças do 6º ano "A" da Escola Francisco de Assis e dos 6º anos "B" e "D" da Escola Benício Barbosa. Como estamos iniciando esse novo conteúdo "Linguagem verbal e não verbal", pensei em disponibilizar um vídeo bem legal que trata desses dois tipos de linguagens de forma bem leve e espontânea.
Assistam com atenção para podermos falar sobre ele em nossa próxima aula, ok!? 
Abraços.
Professora Erisany Raphaela

domingo, 17 de maio de 2015

Modelo de prova para o 7º ano (Fundamental 2)

PROVA EM DUPLA


1º) Leia o depoimento abaixo:


O dicionário


                Entrei na biblioteca e abri o dicionário do Aurélio. Procurei a palavra negro e entre seus significados estavam estes: "sujo, encardido", "triste", "maldito". Mais embaixo vinha negrura, palavra que podia ser associada à ideia de crueldade, perversidade, ruindade, falta, erro, culpa. Saí da sala achando que ser negro não era muito bom não.
                Passei pela secretaria e uma moça falava em tom de desespero: "A coisa está preta!". Pensei então: "Assim eu não vou querer ser nem negra e nem preta".
                Mas aí me empinei toda e fui perguntar à professora se não estava errado o dicionário e as pessoas falarem que escuro é ruim. A professora também era escura e disse: "É preciso prestar atenção à semântica! Ela é uma prática para justificar a superioridade de uma população sobre outra, desprezando-a cotidianamente em pequenas fórmulas de associações negativas".
                Com o tempo, entendi direitinho: o sentido que nós damos às palavras indica o modo como vemos o mundo, traduz o que achamos das coisas. Se alguém diz, por exemplo, que fulano  "fez um serviço de preto", isso quer dizer que no fundo a pessoa acha que todas as pessoas negras sempre fazem trabalhos mal-feitos. E isso por acaso é verdade? (Não, é racismo.)
                Com o tempo, entendi também que o dia só existe se existe a noite. E que os dois são iguais. Sombra é bom quando tem muitas luz e luz é bom quando está muito escuro. O petróleo é negro e não é sujo, o carvão é preto e faz fumaça branca, e eu pensei em tantos opostos que se equilibram que... deu um branco na minha cabeça!
                                                               Heloisa Pires Lima. Histórias da Preta.São Paulo:
                                                                              Companhia das letrinhas, 1998.


v  Sabemos que agente é aquele que realiza determinada ação. Observe as seguintes formas verbais nos dois primeiros parágrafos do texto de Heloísa Pires: entrei, abri, procurei, passei. Agora responda:

a) Qual é o agente dessas ações?

b) Em que pessoa verbal (primeira, segunda ou terceira) estão conjugadas essas formas verbais?

c) Encontre no texto outras formas verbais dessa mesma pessoa gramatical.

d) Na sua opinião, porque essa pessoa gramatical predomina em um texto como esse?

2º) Responda as seguintes questões:

a) Qual é o objetivo da reportagem?

b) Qual é a diferença entre "notícia" e "reportagem"?

c) A reportagem escrita divide-se em quantas partes? E quais são elas?

3º) O texto abaixo está escrito na linguagem informal, reescreva-o utilizando a linguagem formal:

"- Tá desculpado, num tem importância. Eu já tava me aborrecendo com a história, mas tão desculpados. Mas até que tô achando bom ficar banguela: vou comer tutu e sopa... e doce de leite mole, ora!"

4º) Marque ( V ) para verdadeiro e ( F) para falso:

a) Péssimo é o sinônimo de ótimo.                            V (     )          F (     )
b) O depoimento pessoal é um texto subjetivo.         V (     )          F (     )
c) Na reportagem utiliza-se a linguagem informal.    V (     )           F (     )
d) Lindo é o antônimo de belo.                                   V (     )          F (     )
e) A notícia é um texto objetivo.                                  V (     )         F (     )

5º) Dê os antônimos das palavras abaixo:

a) Engolir -                                                           e) Fazer-
b) Casar -                                                             f) Torcer -
c) Ligar -                                                               g) Interessar -
d) Intoxicar -                                                         h) Cansar -

6º) Quando narramos um fato, qualquer que seja ele, como se fôssemos um depoente, sempre fazemos conforme a nossa percepção do que se passou. Temos um ponto de vista sobre o acontecimento. Cada pessoa pode encarar os fatos de uma maneira diferente, vai contá-los do seu jeito, conforme viveu. Isso é que se chama de subjetividade. Então, um depoimento pessoal é um texto subjetivo.

Ø  Individualmente escreva um relato de um fato que você tenha presenciado (na escola, na rua ou em casa).



                                                                                                                                                                                          BOA SORTE!

Professora Erisany Raphaela

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Qualidades do Professor

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.

Texto de Cecília Meireles, extraído do livro Crônicas de Educação 3
Ilustrado por Laurabeatriz

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Livro "Já tentei de tudo"

Ontem iniciei uma nova leitura, vou cumprir uma de minhas metas para este  ano de 2015 que é "ler mais livros".
Comprei esse livro por indicação de uma amiga do instagram. E ontem mesmo tive a confirmação que essa foi uma das melhores aquisições que fiz em 2014 (sim, pois comprei ano passado).
E sinto dizer isso, mas ontem a noite fui dormir me sentindo a pior mãe da face da terra... sabe aquele livro que te mostra de uma forma simples e sutil tudo de errado que você fez ou faz na educação de seu filho? Esse é um deles.
Hoje acordei me sentindo renovada, como se estivesse respirando novos ares... e pela primeira vez em quase 3 anos minha filha me chamou para brincar e eu falei "daqui a pouco filha" e realmente cumpri com minha palavra, fui lá,  sentei e brinquei! Apenas isso bastou para ver a felicidade estampada nos olhinhos de minha pequena.
Futuros e atuais mamães e papais, esse é um livro de cabeceira para todos que querem transformar seus filhos em futuros adultos felizes e seguros de si.
Boa tarde a todos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Estágio Curricular Obrigatório I (Licenciatura em Pedagogia - UNOPAR) Aluna Erisany Raphaela


Boa tarde. Estou disponibilizando meu relatório de Estágio para quem precisar de uma base para produzir o seu.
O plano de aula e a imagem são da internet, peguei no GOOGLE.

1 INTRODUÇÃO


O estágio supervisionado como disciplina do curso de pedagogia contribuiu para minha formação acadêmica promovendo uma reflexão sobre a realidade e a teoria aprimorando os saberes e a prática educativa de forma a construir uma nova aprendizagem.

2 ESTÁGIO SUPERVISIONADO: ORGANIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO

O estágio supervisionado foi realizado no Centro Educacional Menino Jesus de Praga, localizado na Avenida Dr. José Marques Luz, s/n, Conjunto Antenor Marinho de Melo, na cidade de Murici – AL.
As crianças permanecem em tempo parcial onde é ofertada a modalidade de educação infantil atendendo a 200 crianças de 04 a 05 anos da comunidade local. A instituição funciona em dois périodos: matutino e vespertino com horários de 07:30h a 11:30h e das 13:00h as 17:00h, com turmas de 1º e 2º périodos e média de 20 crianças por sala de aula. A escola dispõe no seu espaço físico 05 salas de aulas, 01 secretária, 01 pátio interno, 01 cozinha, banheiros feminino e masculino e 01 banheiro para os professores, 01 sala de vídeo e tv.
A mesma conta com 100 conjuntos de mesas com cadeiras, quadro negro, mimeógrafo, copiadora de xerox, 03 TVs, 02 dvds e 02 aparelhos de som. A instituição também conta com os seguintes materiais para prática de educação física: corda , bambolê e obstáculos. E para a prática de educação artística : tinta guache, pincel, massa para modelar, giz cera e lápis de cor.
Os materiais didáticos utlizados são os seguintes: papel A4, borracha, lápis preto, cola, pincel atômico, papel 40 k, cartolina, papel camurça, papel laminado, papel crepom, isopor, giz, giz de cera, lápis de cor, massa para modelar, alfabeto móvel, jogos diversos e etc.
A mesma funciona com 02 diretores gerenciando e articulando o funcionamento da escola em todos os ambitos pedagógicos, administrativo e interpessoal. Tendo 02 pedagogos atuando na coordenação escolar ondem desenvolvem o planejamento e a execução das ações pedagógicas, 05 funcionários de serviços gerais, 02 merendeiras e conta com 11 professores com ensino superior e magistério.
           

2.2 A Importância do Estágio para a Formação Profissional


O estágio mim proporcionou o contato com a realidade me fazendo refletir sobre a teoria e adquirida no curso de pedagogia com a prática vivenciada na sala de aula adquirindo experiência e me enriquecendo de forma significativa contribuindo para minha formação acadêmica. O estágio é uma forma de fazer uma reflexão entre a teoria e a prática, sendo assim, uma forma rica em aprendizagem significativa.

3 CAMPO DE OBSERVAÇÃO E INTERVENÇÃO

O estágio supervisionado foi realizado no Centro Educacional Menino Jesus de Praga.

3.1 Caracterização do Campo de Estágio
A escola observada informou que não possui o Projeto Político Pedagógico (PPP), mas que o mesmo encontra-se em fase de elaboração, sendo distribuida em dois turnos: matutino e vespertino com carga horária de 200 dias letivose 800h. A instituição atende a crianças cuja as condições sócioeconômicas são precárias devido a localização da comunidade que está inserida na periferia da cidade. A escola visa formar crianças participativas, responsáveis, críticas e contsrutoras ativas de uma sociedade igualitária e democrática, possibilitando uma aprendizagem onde todos os sujeitos são atuantes na transformação social. Apesar da escola não possuir PPP, observa-se que a mesma dentro de suas possibilidades tem coerência com os objetivos do currículo e suas ações, apresentando viabilidade em realizar as ações propostas no currículo, mesmo com as dificuldades apresentadas. A instituição funciona em dois turnos: matutino de 07:30h as 11:30 e vespertino das 13:00h as 17:00h, com 200 alunos distribuídos nas turmas de 1° e 2º périodo. Orienta as relações profissionais no ambito da escola, visando solucionar problemas disciplinares e assim desenvolvendo uma melhor forma de relacionamento e orientações com os pais. A escola desenvolve vários projetos como: musicalizando, tarsila do amaral, formigas e lixo, os projetos trabalhados visam uma aquisição de conhecimentos e culturas essenciais ao desenvolvimento das ciranças.
A instituição não possui projetos de atendimentos a portadores de necessidades especiais, pois não há alunos portadores de necessidades especiais na comunidade escolar, a mesma está inserida em uma realidade precária e a escola tem como função inserir as crianças em um mundo globalizado onde seus valores, direitos e deveres sejam respeitados. De acordo com a lei 9394/96 o currículo é distribuido por  área de conhecimento que são: natureza e sociedade, letramento, matemática e artes, as atividades propostas para o envolvimento da comunidade são as reuniões de pais e mestres e as culinancias dos projetos realizados na escola. A instituição por ser destinada a educação infantil atende a crianças de 04 a 05 anos.
A avaliação é realizada apenas com o objetivo de promover a aprendizagem e é feita de forma continuada atráves da observação das crianças em sala de aula. O calendário da instituição é composto por 200 dias letivos, 15 dias de recesso no mês de julho e o planejamento é feito quinzenalmente com reuniões de pais e mestres a cada bimestre. As formações continuadas são realizadas mensalmente durante as aulas de departamento. A escola não apresenta no momento nenhuma avaliação institucional e o plano de ação compreende inserir o aluno em um mundo letrado visando seu desenvolvimento e uma aprendizagem significativa.
           
3. 2 A Rotina Observada 

A rotina como sendo atividades sequenciadas e presentes no dia a dia da instituição é observada. Durante o estágio percebi que os alunos encontram-se habituados com as atividades propostas, sendo elas diversificadas para promover o interesse das crianças. Ao entrarem na escola as crianças são recepcionadas pelo professor que os aguardam para direcioná-los as salas de aula, realizam atividades que são permanentes e sequenciadas e expostas de maneira alternada para que cada grupo de crianças tenham acesso a várias atividades, após a atividade permanente as crianças são dispostas em roda para rezar, cantar, ouvirem histórias infantis improvisando teatrinhos e atividades do cotidiano como quantos: somos, calendário, e chamadinha com a ficha nominal. Após a roda voltam para a mesa para se alimentarem e logo depois vão para o intervalo e a escovação.
As crianças retornam para realizar as atividades onde são incluídas 03 aulas de letramento, 02 aulas de natureza e sociedade, 03 aulas de matématica, 02 aulas de arte e ainda tem os momentos de recreação, jogo simbólico e interação com todos da escola.
No varal são expostos os trabalhos das crianças para criarem acervo de memória e sentir-se estimuladas a criarem, assim, sentem-se valorizadas.
Percebi durante o estágio que as crianças estão sempre sendo estimuladas e que existem vínculos de afetividades entre o professor e as crianças e isso faz com que as crianças tenham autonomia, sendo criativos e dinamicos havendo respeito mútuo e que a aprendizagem flua de forma significativa. nota-se também que a escola cumpre o calendário de forma efetiva, cumprindo as determinações expostas na mesma com dias letivos, planejamento, formações e as reuniões de pais e mestres seguindo os niveis da modalidade infantil.
A escola não possui todos os espaços adequados e nem os materiais necessários e quanto a alimentação a escola tem um cardápio balanceado , as vezes, tendo que substituir algumas refeições na falta de algum ingrediente. Também é notável a falta de professores na instituição.
A escola ainda não elaborou o PPP, mas nota-se que a gestão é democrática, pois ao ter que tomar decisões sempre reune os professorese funcionários para a tomada de decisões, quanto a realização de eleições para diretores ainda é feita por indicação. A instituição ainda não possui instancias colegiadas.
O pedagogo auxilia no planejamento e na seleção de conteúdos. A avaliação é um processo contínuo realizada no dia a dia da sala de aula com o intuito de intervir, mediar e promover a aprendizagem do aluno em seu processo cognitivo. A escola promove formação para os professores de acordo com o calendário escolar, essas formações, capacitam os professores e assim promove também o respeito, a diversidade e a inclusão social.

3. 3 Proposta de Intervenção: Atividades desenvolvidas

Pude observar durante o estágio que as crianças necessitavam de um incentivo a mais para a aquisição da leitura e escrita, assim, senti a necessidade de propor um projeto de incentivo a leitura e escrita mesmo antes das crianças sem alfabetizadas. Ao elaborar esse projeto de intervenção pedi orientações ao professor regente de sala e ao coordenador da escola para que as atividades não fujam do cotidiano da sala de aula, incluindo a leitura e escrita e também promovendo a criação e imaginação das crianças favorecendo o processo da aprendizagem.  
           
PROJETO DE INTERVENÇÃO
Projeto de intervenção
Projeto: Em busca do “Eu”

Projeto: Em busca do “EU”.

Participantes: Alunos do Jardim II

Duração do projeto: Uma semana.

Justificativa:
O presente projeto irá realizar um estudo sobre o verdadeiro “Eu”, realizando assim um autoconhecimento através do corpo, fases da vida, estrutura familiar e curiosidades de cada aluno. Através deste trabalho iremos debater e refletir sobre as diferentes histórias apresentadas, podendo assim promover a ampliação das relações afetivas, solidariedade e inclusão.



Objetivo Geral:

Realizar um autoconhecimento em conjunto com a família e confeccionar um álbum de fatos históricos importantes para cada aluno.

Objetivos Específicos:
·                     Reconhecer a própria identidade: nome completo, filiação, idade, quantidade de irmãos;
·                     Observar, reconhecer e valorizar as diferentes histórias do grupo;
·                     Identificar e nomear as letras do seu nome e a quantidade;
·                     Estabelecer relação entre o seu nome, dos colegas e professora, como: número de letras, letra inicial e final e número de sílabas;
·                     Saber a história de sua vida;
·                     Conhecer a história e o significado de seu nome;
·                     Desenvolver a atenção para futura identificação de partes do corpo e órgãos dos sentidos;
·                     Estimular o raciocínio e a percepção visual;
·                     Desenvolver a imaginação e a criatividade;

Recursos Utilizados:

·                     Leituras;
·                     Brincadeiras;
·                     Jogos;
·                     Desenhos;
·                     Pesquisas;
·                     Fotos;
·                     Músicas;
·                     Recortes;
·                     Confecção de álbum.
Estratégias:

·                     Pesquisar na sua família a história do seu nome e fatos do seu nascimento;
·                     Trazer para a escola o nome completo dos pais e irmãos;
·                     Leituras de livros infantis sobre o assunto família;
·                     Brincadeira com os nomes. Exemplo: forca no quadro;
·                     Cada aluno deverá trazer fotos:
·                     Bebê (0 anos);
·                     2 anos;
·                     4 anos;

Avaliação:
A avaliação se dará a partir de:
·                     Envolvimento nas tarefas;
·                     Interesse e motivação;
·                     Desenvolvimento da escrita e leitura.

Culminância:
Confecção de um álbum com fatos históricos, fotos, desenhos do “Eu.
Plano de aula:
1ª aula: Trabalhar o nome através de fichas e fazendo a chamadinha; em seguida pedir para as crianças fazer a leitura das letras iniciais de suas  fichas; registrar o nome no caderno circulando as iniciais.

2ª aula:  Fazer uma pesquisa com as crianças em livros ou revistas,
 pessoas para representar a família de cada aluno na escola,
 fazendo a contagem de quantos moram na casa e quantos irmãos.

3ª aula:  Em tempo planejado trazer de casa a pesquisa com a história do seu nome e confeccionar um álbum de fotografias ou figuras de quando eram bebês e as fazes até 0s 4 anos de idade, e trabalhar as fazes das idades mostradas no álbum de fotos.

4ª aula:  Pesquisar livros de leitura infantil sobre famílias em roda contar a história, em seguida criar um desenho relacionado a história lida e pedir que as crianças representem suas famílias mostrando no desenho seus pais e etc.

5ª aula: Fazer brincadeiras com nomes de pessoas que elas conheçam (brincadeira da forca no quadro) em seguida fazer um alto retrato mostrando como eles acham. Exemplo: (magro, gordo, baixinho, alto) exposição na sala com os retratos pintados na parede.

1             Considerações finais


A realização do estágio supervisionado foi muito importante, pois, contribuiu de forma relevante para compreender sobre o funcionamento de uma instituição, adquirindo mais experiências e entender melhor a rotina de uma instituição.
Nesta fase do estágio pude perceber que o processo de ensino aprendizagem é muito complexo e que para formar cidadãos é necessário que todos os envolvidos na educação possam contribuir de forma significativa e que cabe a todos contribuir da melhor maneira para que ocorra uma educação de qualidade.
O estágio me possibilitou conhecer não apenas a rotina da sala de aula, mas compreender de forma mais clara a complexidade de administrar uma instituição e ao mesmo tempo fazer uma reflexão entre teoria e prática voltada para a forma do fazer pedagógico.
Ao concluir o estágio fica evidente que o papel do educador é sobre tudo formar cidadãos capazes de agir, transformar e atuar em sociedade e que o fazer pedagógico é um conjunto e não apenas ação de uma única pessoa ‘o professor’.

MOSTRA DE ESTÁGIO

O centro educional menino Jesus de praga por ser um a escola que se encontra na periferia da cidade, atendendo a comunidade carente, encontra alguns obstáculos. Com isso, durante o estágio e ao inteirar-me da necessidade de dar mais atenção ao desenvolvimento das crianças no se diz respeito à leitura e escrita, surgiu a necessidade de elaborar um projeto que priorize a leitura e a escrita mesmo que as crianças ainda não tenham desenvolvido essas habilidades. O estágio me possibilitou perceber que as crianças precisam de um incentivo a mais para que possam apropriar-se das habilidades de ler e escrever de forma mais significativa assimilando de forma prazerosa e oportunizando de forma criativa a imaginação das crianças. O estágio supervisionado é uma fundamental etapa na formação do futuro pedagogo, pois, proporciona vivenciar o dia a dia da sala de aula e os elementos existentes para concretização de um trabalho direcionado a formação do público infantil.
Nota-se que um bom educador é aquele que sabe os seus deveres, direitos e executa seu trabalho pautado na promoção do cidadão como sujeito atuante em sociedade.

REFERÊNCIAS

BRASIL.MEC-1998.Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil.conhecimento de mundo.volume 3.

http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-importancia-literatura-infantil-para-desevolvimento.htm