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domingo, 17 de maio de 2015

Modelo de prova para o 7º ano (Fundamental 2)

PROVA EM DUPLA


1º) Leia o depoimento abaixo:


O dicionário


                Entrei na biblioteca e abri o dicionário do Aurélio. Procurei a palavra negro e entre seus significados estavam estes: "sujo, encardido", "triste", "maldito". Mais embaixo vinha negrura, palavra que podia ser associada à ideia de crueldade, perversidade, ruindade, falta, erro, culpa. Saí da sala achando que ser negro não era muito bom não.
                Passei pela secretaria e uma moça falava em tom de desespero: "A coisa está preta!". Pensei então: "Assim eu não vou querer ser nem negra e nem preta".
                Mas aí me empinei toda e fui perguntar à professora se não estava errado o dicionário e as pessoas falarem que escuro é ruim. A professora também era escura e disse: "É preciso prestar atenção à semântica! Ela é uma prática para justificar a superioridade de uma população sobre outra, desprezando-a cotidianamente em pequenas fórmulas de associações negativas".
                Com o tempo, entendi direitinho: o sentido que nós damos às palavras indica o modo como vemos o mundo, traduz o que achamos das coisas. Se alguém diz, por exemplo, que fulano  "fez um serviço de preto", isso quer dizer que no fundo a pessoa acha que todas as pessoas negras sempre fazem trabalhos mal-feitos. E isso por acaso é verdade? (Não, é racismo.)
                Com o tempo, entendi também que o dia só existe se existe a noite. E que os dois são iguais. Sombra é bom quando tem muitas luz e luz é bom quando está muito escuro. O petróleo é negro e não é sujo, o carvão é preto e faz fumaça branca, e eu pensei em tantos opostos que se equilibram que... deu um branco na minha cabeça!
                                                               Heloisa Pires Lima. Histórias da Preta.São Paulo:
                                                                              Companhia das letrinhas, 1998.


v  Sabemos que agente é aquele que realiza determinada ação. Observe as seguintes formas verbais nos dois primeiros parágrafos do texto de Heloísa Pires: entrei, abri, procurei, passei. Agora responda:

a) Qual é o agente dessas ações?

b) Em que pessoa verbal (primeira, segunda ou terceira) estão conjugadas essas formas verbais?

c) Encontre no texto outras formas verbais dessa mesma pessoa gramatical.

d) Na sua opinião, porque essa pessoa gramatical predomina em um texto como esse?

2º) Responda as seguintes questões:

a) Qual é o objetivo da reportagem?

b) Qual é a diferença entre "notícia" e "reportagem"?

c) A reportagem escrita divide-se em quantas partes? E quais são elas?

3º) O texto abaixo está escrito na linguagem informal, reescreva-o utilizando a linguagem formal:

"- Tá desculpado, num tem importância. Eu já tava me aborrecendo com a história, mas tão desculpados. Mas até que tô achando bom ficar banguela: vou comer tutu e sopa... e doce de leite mole, ora!"

4º) Marque ( V ) para verdadeiro e ( F) para falso:

a) Péssimo é o sinônimo de ótimo.                            V (     )          F (     )
b) O depoimento pessoal é um texto subjetivo.         V (     )          F (     )
c) Na reportagem utiliza-se a linguagem informal.    V (     )           F (     )
d) Lindo é o antônimo de belo.                                   V (     )          F (     )
e) A notícia é um texto objetivo.                                  V (     )         F (     )

5º) Dê os antônimos das palavras abaixo:

a) Engolir -                                                           e) Fazer-
b) Casar -                                                             f) Torcer -
c) Ligar -                                                               g) Interessar -
d) Intoxicar -                                                         h) Cansar -

6º) Quando narramos um fato, qualquer que seja ele, como se fôssemos um depoente, sempre fazemos conforme a nossa percepção do que se passou. Temos um ponto de vista sobre o acontecimento. Cada pessoa pode encarar os fatos de uma maneira diferente, vai contá-los do seu jeito, conforme viveu. Isso é que se chama de subjetividade. Então, um depoimento pessoal é um texto subjetivo.

Ø  Individualmente escreva um relato de um fato que você tenha presenciado (na escola, na rua ou em casa).



                                                                                                                                                                                          BOA SORTE!

Professora Erisany Raphaela