quarta-feira, 21 de maio de 2014

NORMAS E REGRAS DA A.B.N.T

Adorei este blog e esta postagem.

Sugiro que deem uma olhada, principalmente quem vai monografar.



APOIOPHBPEDAGOGICO: NORMAS E REGRAS DA A.B.N.T: Formatar trabalhos acadêmicos (TCC/TFG, monografia, tese ou dissertação de mestrado) seguindo os padrões da ABNT parece ser algo impossíve...

Projeto Bullyng Não



Elaborei este projeto para meu primeiro estágio obrigatório do curso de Pedagogia.





PROPOSTA DE ATUAÇÃO DO PEDAGOGO DIANTE DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO ESPAÇO EDUCATIVO


1. Identificação da instituição: Centro Educacional Professora Maria de Lourdes de Rocha.






2. Carga horária: 16hs






3. Quem se torna responsável em aplicar o Projeto: Professora Eliene Silva






4. Temática – conteúdo Será trabalhado o combate ao bullying entre os alunos, tanto na escola quanto na sociedade.










5. Introdução: As práticas de violência, discriminação e preconceito, vivenciadas pelos educandos no cotidiano da escola têm se apresentado como um grande desafio para os professores, equipe gestora, comunidade escolar e pais. Tais práticas, muitas vezes, podem acarretar dificuldades de aprendizagem e desencadear traumas ao longo da vida.


O fenômeno bullying é complexo e de difícil solução, portanto é preciso que o trabalho seja continuado. As ações são relativamente simples, podendo ser incluídas no cotidiano escolar, inserindo-as como temas transversais em todos os momentos da vida escolar.


A postura e o envolvimento do educador são fundamentais para que os valores básicos propostos possam ser conhecidos e legitimados de acordo com os objetivos apontados e ao orientar todas as atividades e discussões, deve ele próprio respeitar a opinião de cada aluno e ao mesmo tempo garantir o respeito e a participação de todos.
Certas atitudes, simples e pequenas, em prol da paz nos tornam grandes e poderosos na preservação dos verdadeiros valores da vida. Com toda a certeza, se a escola formar indivíduos melhores, teremos motoristas melhores, políticos melhores, empresários melhores. E cidadãos melhores.










6. Justificativa: Diante de tantas barbáries e tragédias ocorridas nas escolas por comportamentos agressivos de alunos, sendo que estes trazem uma revolta muito grande por parte de todos os segmentos da sociedade, pensei em desenvolver ações no combate a essa prática para garantir aos estudantes a segurança necessária, bem como o conhecimento para que partindo destes possam refletir sobre seus atos, adotando comportamentos mais éticos e justos com as diferenças interpessoais. É na escola e na sala de aula o espaço em que se dá o encontro de “diferenças”, portanto é o lugar ideal para o exercício da tolerância, mas não é isso que ocorre, pois a escola se transformou em palco de uma realidade assustadora que manifesta todos os tipos de agressões verbais e físicas caracterizadas como um fenômeno de violência mundial chamado “Bullying”.


Apesar da popularização desta palavra de origem inglesa que significa “usar a superioridade física para intimidar alguém”, o fenômeno Bullying ainda precisa ser objeto de estudos e compromisso da sociedade na superação deste nas escolas brasileiras, pois atualmente esta sendo caracterizado como um problema de saúde pública.


O cuidado da escola contra o bullying exige não só atividades regulares como também profissionais. A forma de pensar dos alunos e da escola precisa ser respeitada, e as crianças precisam sentir-se confortáveis para expressarem seus medos em relação aos outros alunos de modo a garantir que este projeto de combate ao bullying seja realmente eficaz. Assim sendo serão discutidas várias medidas sócio educativas voltadas ao tema num efetivo trabalho de maneira interdisciplinar e contextualizada.










7. Objetivo geral: O projeto Bullying objetiva colaborar na melhor formação das crianças no exercício da tolerância, das diferenças, sem perder o foco da reeducação dos demais envolvidos (pais, responsáveis e profissionais da educação envolvidos). Desenvolver ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância, respeito mútuo entre alunos e professores.










· 8. Objetivos específicos: Incentivar e buscar mudanças de atitudes e hábitos na disseminação do Bullying.


· Adotar condutas e atitudes que façam diferença no seu convívio Social.


· Estimular e valorizar as individualidades do aluno, além de potencializar eventuais diferenças, canalizando-as para aspectos positivos que resultem na melhoria da auto-estima do aluno. Demonstrando a importância de se cultivar amigos dentro e fora da escola.










9. Fundamentação teórica:










A violência no contexto escolar é um problema com graves conseqüências sociais e que, infelizmente, cresce atualmente (Guzzo, 2001). Uma das formas de violência no contexto escolar é a o processo de vitimização entre pares ou bullying. Compreendido como um subtipo ou subcategoria de comportamento agressivo, o bullying envolve diferentes formas e funções de manifestação da agressividade (Little, Henrich, Jones & Hawley, 2003), direcionados a um ou mais jovens, de forma sistemática e com abuso de poder. O bullying está associado a fatores de risco para o desenvolvimento subseqüente, passando a ser estudado do ponto de vista da Psicologia do Desenvolvimento, Clínica e Social (Almeida, 2000; Almeida & Del Barrio, 2002; Olweus, 1993; Salmivalli, 1998).










10. Metodologia: Criar condições favoráveis através do projeto para que os envolvidos sejam capazes de aprender com as diferenças, fortalecendo o exercício da tolerância que é capaz de superar os preconceitos e os conflitos que nascem nos choques de idéias e valores através de uma metodologia investigativa e dialética.










1ª ETAPA


§ Levantamento teórico para o projeto (bibliografia).


§ Formular questionário de pesquisa entre alunos, professores e comunidade.


§ Identificar espaços e momentos que ocorrem manifestação de violência na Unidade Escolar.


§ Analisar nosso espaço, ocorrências e como serão possíveis algumas intervenções a curto, médio e longo prazo.


§ Sensibilização dos envolvidos (alunos, professores, comunidade, etc.)






2ª ETAPA


§ Possibilitar o conhecimento deste fenômeno através da teoria e da bibliografia pesquisada.


§ Fazer uso dos recursos abaixo para sensibilização, contextualização, reflexão e promoção de debates sobre o tema.


§ Recolher sugestões para implementação de enfrentamento do problema, criando uma campanha de combate ao bullying com a participação de todos os envolvidos.






3ª ETAPA


§ Dentro da legislação pertinente criar mecanismos de atendimento,apoio e mediação dos conflitos na escola no combate ao bullying.


§ Com base na pesquisa,observação e recolhimento de sugestões dos envolvidos,propor normas de convivência na escola aos orgãos colegiados e democráticos como Conselho de Escola,Grêmio Estudantil, e APM e socilitar se necessário revisão e mudanças no Plano Politico Pedagógico da Escola,baseadas na Legislação Pertinente como LDB e ECA.






4ª ETAPA


§ Apresentar o resultado dos momentos de reflexão através de cartazes, apresentações de teatro, musicas, coreografia e mídias digitais produzidas pelos envolvidos: alunos, pais, professores e comunidade.






Recursos:


Bibliografia para consulta de professores e outros profissionais da Educação:


Livro: “Violência na Escola – um Guia para Pais e Professores ”Caren Ruotti, Renato Alves e Viviane de Oliveira’’.










Bibliografia para trabalhar com alunos:






Livro: ”Não era uma vez... Vários Autores.


Livro: A primavera da Lagarta autor Ruth Rocha.






Livro: Bullying Vamos mudar de atitude! Jefferson Galdino.






Outros Livros infantis: Menina Bonita do Laço de Fita, o Menino Nito,Frederico,Etc.






Filmes: Fundamental I, Lillo e stitch, Ponte para Terabitia, Corrente do bem, Karatê Kid, Energia Pura, Meninas malvadas, Corrente do bem.






















CRONOGRAMA DE ATIVIDADES (estratégias da proposta):






1. Sensibilização (professores e alunos): 01 mês


2. Reflexão (Uso dos recursos pedagógicos propostos), reflexão e implementação da campanha Anti Bullying: 02 a 04 meses.


3. Campanha contra violência (Exposições de atividades desenvolvidas durantes as reflexões propostas): Finalização com exposição de atividades.














CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:


Será realizada a avaliação no término do projeto, através da observação da escola como um todo, ou seja, se ocorreram mudanças expressivas na redução da violência nas suas mais variadas manifestações no ambiente escolar e se a cultura da paz passou a fazer parte da rotina da escola com ações atitudinais e não apenas conceituais.










REFERÊNCIAS:






· Blog da Professora Ananda Shultz


· Revista Ecola


· www.cec.coc.com.br


· www.google.com.br



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Um Educador Brasileiro

   Com fortes dores no peito, o educador Paulo Freire foi internado na manhã de primeiro de maio no Hospital Albert Einstein em São Paulo. Os exames revelaram que em uma das coronárias havia várias obstruções. No hospital, ele sofreu dois infartos. Um deles, na madrugada do dia 2 de maio, foi fulminante. Paulo Freire morreu aos 75 anos. Autor de mais de 40 livros, traduzidos em 28 idiomas. Cidadão honorário de nove cidades brasileiras. Condecorado 24 vezes com medalhas, comendas e prêmios de vários países. Doutor honoris causa em 28 universidades.
   Convidado oficial de 54 países dos cinco continentes.Homenageado com uma estátua em Estocolmo, capital da Suécia, e (como faz questão de registrar sua segunda mulher, Ana Maria Araújo Freire) nome de uma rua em Itabuna no sul da Bahia... Paulo Freire foi o educador brasileiro mais conhecido, respeitado e festejado em todo o mundo.
   
   Educação não é neutra 
Por mais de 50 anos, Freire produziu centenas de textos, reflexões, palestras, debates e depoimentos sobre a educação. Mas a obra que o tornou mundialmente conhecido foi a Pedagogia do Oprimido, escrita em 1968, quando o autor estava exilado no Chile (veja cronologia abaixo). Nesse livro, Paulo Freire expõe de maneira sistemática a essência de seu pensamento pedagógico. Para ele o processo educativo nunca seria politicamente neutro, mas sim uma ação cultural que resultaria numa relação de
domínio ou de liberdade entre os seres humanos. Certo de que o Brasil era dividido em classes com interesses vitais antagônicos, Freire identificava aqui a existência de uma educação voltada para a dominação. Nela, a seu ver, o processo educativo seria rígido, autoritário e avesso ao diálogo com os alunos. Produziria professores empenhados em ter alunos dóceis e passivos e em dar aulas formais e distantes da realidade dos estudantes.
  
 Pedagogia flexível 
O que essa pedagogia da dominação tentaria impingir, escrevia Freire, seriam os interesses dos latifundiários e industriais, a burguesia, no jargão da Sociologia. Do outro lado, estariam os dominados: operários, camponeses, assalariados. A eles, a pedagogia da libertação poderia dar conhecimentos e suscitar reflexões que lhes possibilitassem tomar consciência de serem explorados e de que poderiam mudar tal situação. Necessariamente essa pedagogia teria de ser flexível, participativa e incentivar ao máximo o diálogo entre mestres e alunos. A tal proposta, Paulo Freire adicionava uma espécie de método de trabalho (veja ao lado) que alcançou sucesso internacional. De 1989 a 1991, envolveu-se com a
política formal, ocupando a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo a convite da prefeita Luiza
Erundina, do Partido dos Trabalhadores (PT).
A TRAJETÓRIA
Dos anos 50 aos 70. os intelectuais se deixaram arrebatar pela certeza de que as injustiças só seriam
superadas se o povo chegasse ao poder. O embate de idéias culminou com o golpe militar de 1964.
Acompanhe as datas mais significativas nesse, e em outros períodos, da vida do educador.
1921
Paulo Freire nasce em Recife, em 19 de setembro. Órfão aos l3 anos de idade, recebe uma
bolsa de estudos de um colégio particular. Em 1959 forma-se em advocacia, escolhido por
ser o curso mais próximo às Ciências Humanas. Não exerce a profissão
Alice Hattori
Paulo Freire: livros traduzidos em 28 idiomas e
nome de rua em Itabuna, na Bahia
1944
Casa-se com a professora Elza Maia Costa de Oliveira, com quem teria cinco filhos. Começa
a lecionar Português no Colégio Oswaldo Cruz. De 1947 a 1957 dirige o setor de Educação e
Cultura do Sesi, Serviço Social da Indústria
1964
O golpe militar o surpreende em Brasília, onde coordenava o Programa Nacional de
Alfabetização lançado pelo governo João Goulart. O educador passa 70 dias preso e parte
para o exílio, de onde só voltaria 15 anos depois
1968
Exilado no Chile. depois de uma rápida passagem pela Bolívia, escreve o seu Pedagogia do
Oprimido. Paulo Freire começa a ser conhecido e traduzido em vários países. Mora nos
Estados Unidos e, em 1970, transfere-se para a Suíça
1979
Depois de ter a expedição de seu passaporte negada pela ditadura por muitos anos, Paulo
Freire volta ao Brasil. É convidado a lecionar na Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica paulista (PUC-SP)
1988
Viúvo em 1986 de sua primeira mulher, Elza, casa-se com a
historiadora Ana Maria Araújo Freire (foto)
Eduardo Albanello
1989
Em primeiro de janeiro toma posse como secretário Municipal de Educação de São Paulo, na
gestão da prefeita Luiza Erundina (PT). Deixou o cargo em 27 de maio de 1991. No período
foi criticado por colegas, professores e membros do PT
O MÉTODO FREIRE
Reconhecido e aplicado nos cinco continentes, o "método Paulo Freire" é uma proposta em que
pedagogia e política estão entranhadas. Junto com o ensino das letras, sílabas e palavras, dizia
Freire, os alunos deveriam ser incentivados a entender seu papel na sociedade. Por mais humilde que
fosse, todo ser humano seria um "fazedor de cultura", quer dizer, teria um repertório cultural rico como
o de qualquer outra pessoa de formação mais acabada. O processo de alfabetização propriamente
dito deveria ser iniciado com palavras conhecidas pelos alunos. Seriam as "palavras geradoras". O
exemplo clássico é tirado do esforço de alfabetização feito com os operários que construíam Brasília,
nos anos 60. Escrevia-se uma palavra geradora conhecida por eles:
TIJOLO
Em seguida, a mesma palavra era grafada com suas sílabas separadas:
TI-JO-LO
No passo seguinte, eram apresentadas as "famílias fonêmicas" das três sílabas:
TA - TE - TI - TO - TU
JA - JE - JI - JO - JU
LA - LE - LI - LO - LU
A sala era, então, convidada a formar palavras com as novas sílabas. O método continuava com a
apresentação das vogais e de palavras com um grau maior de dificuldade, por exemplo as com
dígrafos - lh, nh, ss, rr... - como TELHADO ou MASSA.
Disponível em: http://novaescola.abril.com.br/ed/139_fev01/html/exc_pfreire.htm