sexta-feira, 20 de maio de 2016


Entre 1823 e 1831 surge o romantismo no Brasil, porém esse movimento foi de fato fundado em 1836, com a publicação de "Suspiros Poéticos e Saudades", de Gonçalves Magalhães. Já em Portugal o marco inicial do Romantismo, deu-se através do poema de "Camões'' de Almeida Garret.
O romantismo passou por três grandes momentos, denominados primeira geração, segunda geração e terceira geração.
Algumas das características predominantes do movimento são: individualismo e subjetivismo; nacionalismo, historicismo e medievalismo; sentimentalismo; confessionalismo; culto à natureza, dentre outros.
O individualismo e o subjetivismo centra-se na exaltação do íntimo, diferente do nacionalismo, historicismo e medievalismo que exalta os heróis nacionais. No sentimentalismo os sentimentos tornam-se mais importantes que a racionalidade, já no confessionalismo os sentimentos pessoais do autor são expressos nas obras. O culto à natureza é um dos elementos mais importantes da estética romântica e leva os escritores a encontrar-se consigo mesmo.
Os principais escritores do romantismo no Brasil e algumas de suas principais obras foram: O importante poeta brasileiro do século XIX Gonçalves Dias, com a obra "Os Timbiras"; o escritor da segunda geração romântica Alvares de Azevedo, com a obra ''Lira dos vinte anos''; Castro Alvares, com a obra "O Navio Negreiro''; Joaquim Manoel de Macedo, com a obra ''A moreninha''; José de Alencar, considerado o principal escritor do romantismo brasileiro, com a obra "A viuvinha''; Manuel Antônio de Almeida, com a obra ''Memórias de um sargento de milícias''; o romancista Bernardo Guimarães, com a obra "A escrava Isaura''; o fundador do romantismo realista no nordeste Franklin Távora, com a obra ''Trindade'', e por fim, Machado de Assis, escritor que pertenceu a duas escolas literárias (romantismo e realismo), com a obra ''Helena''.
Em se tratando de todas essas obras supracitadas, vale salientar que o estilo romântico apresenta alguns princípios essenciais à sua elaboração, como por exemplo, a liberdade de composição por parte dos autores, o uso intenso de adjetivos, metáforas, hipérboles e outras figuras tanto na poesia quanto na prosa, e a abundância de exclamações e interjeições.
O romantismo também estava presente no teatro romântico nacional e impõe apelo para imaginação, para os sentimentos, resultando uma interpretação subjetiva.

Acadêmica de Letras: Erisany Raphaela 
IFAL/EAD



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